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VIOLÊNCIA E MATERNAGEM NO TRABALHO EM SAÚDE: Evidências da literatura sob a lente do PET-Saúde Equidade

Autoria: Eduardo Vignoto Fernandes (Org.); Yolanda Rufina Condorimay-Tacsi (Org.)

ISBN: 978-65-5337-273-3

DOI: 10.46898/rfb.mppidhiknb6g

Resumo

O livro "Violência e Maternagem no Trabalho em Saúde: Evidências da literatura sob a lente do PET-Saúde Equidade", organizado por Eduardo Vignoto Fernandes e Yolanda Rufina Condorimay-Tacsi, analisa as assimetrias e os desafios estruturais que impactam os profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS), utilizando como eixos teóricos a interseccionalidade e a busca pela equidade. A obra é dividida em três capítulos complementares baseados em revisões de literatura e dados epidemiológicos. O Capítulo 1 foca nos desafios da maternagem e do aleitamento materno para trabalhadoras da saúde. O estudo aponta um grave abismo entre os direitos garantidos por lei e a realidade institucional, evidenciando que plantões exaustivos, falta de flexibilidade da gestão e a ausência de salas de apoio adequadas para ordenha e armazenamento de leite funcionam como preditores diretos do desmame precoce e geram intenso sofrimento psíquico. O Capítulo 2 aborda a violência laboral no setor da saúde cruzando marcadores sociais de gênero, raça e classe. Os resultados demonstram que profissionais pertencentes a grupos historicamente marginalizados sofrem de forma desproporcional com assédio moral, discriminação e negligência institucional, gerando adoecimento mental e burnout, o que compromete a qualidade da assistência. O Capítulo 3 expande a análise para o cenário nacional através dos dados do Atlas da Violência 2024. Caracteriza a violência no Brasil como um fenômeno estrutural e multidimensional, destacando o forte recorte racial e etário na violência letal contra jovens negros, a continuidade da violência de gênero e a extrema vulnerabilização de populações indígenas, PCDs e da comunidade LGBTQIAPN+. Em suma, a obra evidencia que os impactos da violência e das desigualdades extrapolam o nível individual, comprometendo a saúde coletiva e o desenvolvimento social, e reforça a necessidade urgente de formulação de políticas públicas intersetoriais e orientadas pela equidade.

Palavras-chave: Interseccionalidade, Aleitamento Materno, Assédio Moral, Sofrimento Psíquico, Determinantes Sociais da Saúde.