O EMPREGO DA TEORIA AGENTE/PRINCIPAL PARA DEFINIÇÃO DE MODELO DE GESTÃO DE BENS MÓVEIS NA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
Autoria: laura cristina menezes nunes
ISBN: 978-65-5337-287-0
DOI: 10.46898/rfb.mrwkl0lnmtka
Resumo
Esta pesquisa propõe aplicar a teoria agente/principal nas relações entre os servidores que possuem bens móveis sob sua responsabilidade, denominados agentes patrimoniais, e a Universidade de Brasília (UnB). Utilizou-se o conceito fornecido pela Teoria da Agência, que abrange os conflitos de interesses nas relações entre o agente — que, no caso em questão, são os agentes patrimoniais — e o principal, que é a UnB, com enfoque no estudo dos mecanismos de incentivos e controle. Pretende-se construir conhecimento para solucionar ou minimizar os conflitos existentes entre o agente e o principal e, consequentemente, melhorar a gestão patrimonial da UnB. Foi realizada pesquisa de campo com a aplicação de questionários e pesquisa documental com os inventários patrimoniais oriundos do setor de patrimônio. A análise desses instrumentos permitiu identificar diversos comportamentos indesejáveis por parte dos agentes patrimoniais, dificuldades de controle e monitoramento e diversos problemas na administração patrimonial, causados pela má gestão institucional. Os resultados indicam que a gestão patrimonial necessita de melhorias e inovações nos modelos atualmente empregados, que produzam incentivos positivos e negativos aos agentes patrimoniais, até uma mudança na política institucional. Nesse sentido, concluiu-se pela necessidade de prover o setor de patrimônio de recursos materiais, humanos e financeiros como forma de minimizar essa perda patrimonial.
Palavras-chave: Teoria da agência, Incentivos, Patrimônio, Agentes patrimoniais