Cultivo comercial do camarão-da-Amazônia Macrobrachium amazonicum
Autoria: Sérgio Rodrigues da Silva
ISBN: 978-65-5337-185-9
DOI: 10.46898/rfb.283f3a15a8c3
Resumo
A aquicultura sustentável é essencial para garantir a segurança alimentar e a preservação dos ecossistemas aquáticos. A produção de proteína de alta qualidade deve ter um baixo impacto ecológico. A transição para sistemas de alta tecnologia é uma necessidade biológica e econômica. O cultivo de espécies nativas, como o Macrobrachium amazonicum, é uma alternativa superior às espécies exóticas. A eficiência hídrica é fundamental, com sistemas como RAS reduzindo o consumo de água a 1,7 m³/kg de biomassa. A sustentabilidade é baseada em três dimensões: hídrica, socioeconômica e ambiental. Macrobrachium amazonicum: Biologia e Potencial O camarão-da-amazônia é uma espécie nativa com grande potencial para a aquicultura. Possui uma ampla distribuição geográfica e é adaptado a variações de oxigênio e temperatura. O ciclo de vida permite uma produção constante, com reprodução durante todo o ano. A produtividade varia de 1.100 a 4.500 kg/ha/ano, dependendo da tecnologia aplicada. A dieta onívora reduz custos de alimentação, que é um dos maiores desafios na aquicultura. A espécie apresenta uma aceitação sensorial elevada, valorizada na culinária regional. Vantagens do Cultivo de Espécies Nativas Optar por espécies nativas, como o M. amazonicum, traz benefícios econômicos e ecológicos. Elimina o risco de invasão biológica em caso de escape. A dependência de tecnologias importadas é reduzida, aumentando a autonomia biotecnológica. O licenciamento ambiental é mais simples e rápido para espécies nativas. O camarão-da-amazônia tem um forte apelo gastronômico e potencial de mercado. A rusticidade da espécie otimiza os recursos em sistemas intensivos. Princípios dos Sistemas de Recirculação (RAS) Os sistemas RAS são fundamentais para a aquicultura moderna, permitindo controle total sobre a produção.
Palavras-chave: cultivo, camarão, amazonica, amazonas, aquicultura