Efeito do treinamento de força com carga autosselecionada sobre o perfil lipídico em mulheres na pós menopausa
Autoria: Matheus Benoti Ribeiro da Silva, Yago dos Anjos Donato dos Santos, Daniel Lobo De Sousa, Ìgor Fernandes de Lima, Sávio Luiz Gama da Silva Filho
ISBN: 978-65-5337-149-1
DOI: 10.46898/rfb.b0d8f35f195c
Resumo
Este estudo investigou os efeitos do treinamento de força com carga autosselecionada sobre o perfil lipídico de mulheres acima de 40 anos, comparando-o a um protocolo tradicional (60-85% de 1RM) ao longo de 12 semanas. Considerando que a menopausa está associada a alterações metabólicas que elevam o risco de doenças cardiovasculares, o treinamento de força surge como uma estratégia não farmacológica eficaz para melhorar o perfil metabólico. No entanto, a aderência a esse tipo de exercício pode ser prejudicada pela intolerância a intensidades elevadas. Assim, buscamos avaliar se a carga autosselecionada pode representar uma alternativa viável e eficaz para a melhoria da saúde metabólica dessas mulheres. A amostra foi composta por 60 mulheres divididas aleatoriamente em dois grupos. Foram avaliadas a composição corporal, força máxima e variáveis do perfil lipídico antes e após a intervenção. Os resultados mostraram que ambos os grupos apresentaram reduções significativas no colesterol total e triglicerídeos ao longo do tempo (p<0,001), sem diferenças significativas entre os protocolos. O LDL também reduziu, mas sem efeito de grupo ou interação. O protocolo de intensidade autosselecionada não foi inferior ao tradicional, indicando que pode ser uma alternativa viável para promover benefícios metabólicos, aumentando a aderência ao treinamento.
Palavras-chave: Treinamento de força, Menopausa, Perfil lipídico