LETALIDADE DO CÂNCER COLORRETAL NO BRASIL ENTRE OS ANOS DE 2014 E 2023
Autoria: Vítor Stival dos Santos Lemes; Henrique Stival dos Santos Lemes; Thiago de Almeida Japiassú Borges; Tiago Oliveira Cândido de Sousa; Alan Gabriel Natã Pasqualetto; Miguel Cândido da Costa Júnior; Pedro Santana Tenorio Lopes; Sofia Pires de Lima; Rafaela da Cunha Decurcio; Melissa Silva Mariano
Coletânea: Pesquisas em Temas de Ciências Médicas
DOI: 10.46898/rfb.muzty6cxiysq
Resumo
O câncer colorretal se origina a partir de lesões no cólon e no reto, e sua evolução está associada a fatores de risco cada vez mais presentes na população. Atualmente, essa neoplasia é a terceira mais frequente no Brasil, excluindo os tumores de pele não melanoma. Estimativas globais apontam para um aumento de 70% no número de casos de câncer colorretal até o ano de 2045. Nessa perspectiva, este trabalho foi desenvolvido com o objetivo de avaliar a letalidade do câncer de cólon e reto no Brasil. Trata-se de um estudo ecológico que foi desenvolvido com base nas informações secundárias de incidência, do banco de dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), e informações secundárias de mortalidade, do banco de dados do Ministério da Saúde, DATASUS/Tabnet, entre os anos de 2014 e 2023. Foram estimados 375.080 casos no período analisado. Na análise da mortalidade, foram registrados 167.268 óbitos por câncer colorretal no Brasil entre 2014 e 2022, evidenciando um aumento de 25,2% na média anual de óbitos no período, no qual se notou uma leve predominância do sexo feminino, porém, com uma maior letalidade para o sexo masculino. A região Norte apresentou a maior letalidade. Portanto, fica evidente a desigualdade no acesso a saúde, o que evidencia a necessidade de se implementar políticas públicas em saúde objetivando a prevenção, o tratamento e a redução de danos causados por essa enfermidade.
Palavras-chave: Brasil, Câncer colorretal, Epidemiologia