FRANCISCA CLOTILDE (1862-1935) E LEODEGÁRIA DE JESUS (1889-1978): A VIA CRUCIS DO PROTAGONISMO BELETRISTA DA MULHER
Autoria: Cristiano Santos Araujo; Rita de Cássia Lima de Jesus
Coletânea: Pesquisas em Temas de Linguística, Letras e Artes
DOI: 10.46898/rfb.msokajiuha7d
Resumo
Este artigo objetiva discutir a via crucis para o protagonismo da mulher de letras na transição do século XIX para o XX, a partir de duas mulheres, uma cearense, a outra, goiana/mineira, a saber: Francisca Clotilde (1862-1935) e Leodegária de Jesus (1889-1978). Metodologicamente, optou-se pela pesquisa qualitativa em fontes bibliográficas, apesar das dificuldades de fontes primárias perdidas, referentes à fortuna crítica sobre as duas escritoras. Enfatiza-se três poemas destacados anteriormente, “Mater dolorosa”, “A Estrella” e “Mais um anno”, que exemplificam três pontos de intersecção na amizade, nas correspondências e na colaboração jornalista da imprensa das autoras. Em tempos de reafirmação da tradição autoral feminina brasileira, bem como da escrevivência de mulheres em tempos insolitamente machistas/excludentes, não obstante à ampla produção e trabalhos multifacetados de Francisca Clotilde e de Leodegária de Jesus, como mulher – professora – escritora – jornalista – administradora escolar, dentre outras ações tão instigantes, quanto necessárias, para uma referenciação do passado-presente-futuro para mulheres de todas as gerações, este texto convoca à discussão e ao debate dos feitos e efeitos dessas notáveis mulheres.
Palavras-chave: Francisca Clotilde, Leodegária de Jesus, Protagonismo, Letras, Escrevivências.