VALIDAÇÃO DA EQUAÇÃO DE POTÊNCIA ESTIMADA DURANTE O TESTE DE SENTAR E LEVANTAR EM MULHERES
Autoria: Matheus Benoti Ribeiro da Silva, Yago dos Anjos Donato dos Santos, Daniel Lobo De Sousa, Ígor Fernandes de Lima, Sávio Luiz Gama da Silva Filho
ISBN: 978-65-5337-150-7
DOI: 10.46898/rfb.ab0d36194f63
Resumo
O envelhecimento está associado ao declínio da potência muscular (PM), variável fortemente relacionada à funcionalidade. Entretanto, sua avaliação direta depende de instrumentos de alto custo e baixa aplicabilidade clínica. Nesse contexto, foi proposta uma equação baseada em características antropométricas e princípios biomecânicos para estimar a PM durante o teste de sentar e levantar (TSL). O objetivo deste estudo foi validar essa equação em mulheres de meia-idade e na pós-menopausa. Participaram 114 mulheres (58,7±10,3anos), que realizaram o TSL sobre uma plataforma de força. A distância do movimento foi definida pela diferença entre a altura do trocânter e a altura da cadeira, considerando-se 50% do ciclo como fase concêntrica. A potência estimada foi calculada conforme equação proposta por Alcazar et al. (2018). A comparação entre valores estimados e obtidos pela plataforma foi realizada por testes de Wilcoxon, correlação de Spearman, análise de Bland-Altman e coeficiente de correlação intraclasse (CCI). A força estimada superestimou a força da plataforma em 2,6%, enquanto a velocidade e a potência estimadas subestimaram os valores reais em 24,4% e 21,8%, respectivamente (P<0,001). Apesar da correlação moderada, a concordância inicial entre as medidas foi baixa. Após a exclusão da fase preparatória, a potência estimada corrigida subestimou a plataforma em apenas 5,4%, apresentando alta consistência (CCI=0,94) e excelente concordância (CCI=0,92). Conclui-se que a potência muscular estimada corrigida pelo tempo apresenta elevada validade e aplicabilidade clínica em mulheres de meia-idade e na pós-menopausa.
Palavras-chave: teste de sentar e levantar, potência mecânica, função física