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Uso de probióticos no tratamento da acne: Revisão atualizada

Autoria: Jessica Mendes Nadal, Paulo Vitor Farago

Coletânea: Pesquisas em Temas de Ciências da Saúde

DOI: 10.46898/rfb.1e187bcf616f

Resumo

A acne vulgar é uma dermatose inflamatória multifatorial, e evidências recentes implicam que a disbiose do microbioma cutâneo e intestinal contribui para sua fisiopatologia, mediada pelo eixo intestino-pele. Este capítulo revisa o uso de probióticos no manejo da acne, abordando mecanismos de ação e evidências clínicas atuais de eficácia. Probióticos orais e tópicos podem modular favoravelmente o ambiente microbiano e imunológico da pele: eles inibem a proliferação de Cutibacterium acnes por substâncias tipo bacteriocina, reduzem citocinas pró-inflamatórias (como IL-8) e aumentam citocinas anti-inflamatórias (IL-10), além de fortalecer a barreira cutânea. Ensaios clínicos e metanálises indicam melhora modesta na gravidade da acne com a adição de probióticos, reduzindo contagens de lesões inflamatórias em comparação ao placebo, com boa tolerabilidade (favorecendo a adesão dos pacientes) e nenhum evento adverso grave relatado. Em comparação às terapias convencionais (antibióticos sistêmicos, retinoides), os probióticos apresentam perfil de segurança favorável e podem atuar como terapia adjuvante poupadora de antibióticos. No entanto, as evidências disponíveis ainda são limitadas e heterogêneas, conferindo baixa a moderada certeza quanto aos benefícios reais. São necessárias pesquisas adicionais e padronização para confirmar a eficácia e definir protocolos de tratamento. Portanto, a modulação do microbioma por probióticos desponta como uma abordagem promissora e complementar no tratamento da acne.

Palavras-chave: acne vulgar, eixo intestino-pele, microbioma cutâneo