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CANDIDÍASE: EPIDEMIOLOGIA, MECANISMOS DE RESISTÊNCIA E LIMITAÇÕES TERAPÊUTICAS NO CONTEXTO DAS INFECÇÕES POR CANDIDA

Autoria: Matheus Oliveira do Nascimento; Martha Vitória Norberto Mesquita; Ivana Pereira Santos Carvalho; Gabriel Felipe Alcobaça Silva; João Victhor Sousa Chagas; Leandro Josuel da Costa Santos; Diego Cipriano Chagas; Antonio Jalson Cardoso Magalhães; Rafael Pires Veloso; Meiryellen Castelo Branco; André Luis Menezes de Carvalho

Coletânea: Pesquisas em Temas de Ciências da Saúde

DOI: 10.46898/rfb.mr5j3lbdvmbq

Resumo

As infecções por Candida representam um importante problema de saúde pública global, com elevada incidência em ambientes hospitalares e aumento significativo da mortalidade associada a infecções fúngicas invasivas. Este estudo revisa a epidemiologia da candidíase, seus principais fatores predisponentes, manifestações clínicas e as estratégias terapêuticas disponíveis, com ênfase no fluconazol e nos mecanismos de resistência antifúngica. Observa-se predominância de Candida albicans, embora espécies não-albicans apresentem crescente relevância clínica e variações geográficas significativas. Os principais fatores de risco incluem imunossupressão, diabetes mellitus e extremos de idade. O tratamento baseia-se principalmente em polienos, equinocandinas e azóis, sendo o fluconazol amplamente utilizado devido à sua eficácia e perfil farmacocinético favorável. Entretanto, o aumento da resistência antifúngica, associado à superexpressão de genes como ERG11 e bombas de efluxo (MDR1, CDR1 e CDR2), limita a eficácia terapêutica. Conclui-se que a candidíase permanece como um desafio clínico relevante, reforçando a necessidade de novas abordagens terapêuticas e estratégias combinadas para melhorar os desfechos clínicos.

Palavras-chave: Candidíase, Fluconazol, Antifúngicos, Resistência antifúngica, Infecções fúngicas.