EXTRATO DAS FOLHAS DE PITANGUEIRA (EUGENIA UNIFLORA L.): EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS E PERSPECTIVAS PARA APLICAÇÕES TÓPICAS EM COSMÉTICOS E PRODUTOS FARMACÊUTICOS
Autoria: Natália Villar Aguiar; Núbia Benini Andrade; Thayrine da Silva Cezar; Karla Michelli Garcia de Oliveira; Lívia de Paula Assis; João Joaquim de Matos; Gabrielle Silva de Campos Lazzarini; Natasha Silva Mayrink; Matheus Torres Branca; Rodrigo Luiz Fabri
Coletânea: Pesquisas em Temas de Ciências da Saúde
DOI: 10.46898/rfb.mntd1v2vozxn
Resumo
A biodiversidade brasileira, entre as maiores do mundo, impulsiona pesquisas sobre produtos naturais com potencial bioativo, especialmente com propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e antimicrobianas. Nesse contexto, Eugenia uniflora L. destaca-se pelo uso medicinal tradicional e pela relevância de suas folhas, que apresentam diversas atividades biológicas descritas na literatura, como ações antimicrobianas, antifúngicas, antioxidantes, antiparasitárias, antidiarreicas, vasodilatadoras, antiespasmódicas e imunomoduladoras. Estudos indicam que o extrato foliar contém compostos como flavonoides, ácidos fenólicos, taninos e outras classes químicas, incluindo miricitrina, unifloratrina, ácido gálico e ácido elágico. Uma revisão sistemática realizada em bases como PubMed, ScienceDirect e Google Acadêmico (2015–2025) identificou 23 estudos focados em extratos e frações das folhas, abordando composição química, atividades biológicas, toxicidade e aplicações tecnológicas. Os resultados apontam que frações polares apresentam maior atividade antioxidante, enquanto estudos anti-inflamatórios mostram redução de mediadores oxidativos e inflamatórios. A atividade antimicrobiana inclui ação contra Candida spp. e bactérias de relevância clínica e dermatológica. Além disso, há propostas de formulações tópicas, como cremes, esfoliantes e sistemas formadores de filme. Dados de segurança indicam compatibilidade com uso cutâneo, apoiados por testes de citotoxicidade e análises toxicológicas. Contudo, persistem limitações, como a variabilidade nos métodos de extração, ausência de padronização e escassez de estudos clínicos. Assim, embora promissora, a consolidação do extrato como ingrediente dermatológico ainda requer mais investigações.
Palavras-chave: Eugenia uniflora, extrato vegetal, atividades biológicas, aplicação tópica