DESENVOLVIMENTO DE SUSPENSÕES ORAIS FITOTERÁPICAS ESTRUTURADAS POR COACERVAÇÃO COMPLEXA PARA MASCARAMENTO DE SABOR E ESTABILIZAÇÃO QUÍMICA
Autoria: Ítalo Carvalho de Lima; Nébily Cristina Vieira de Moraes; Rute da Silva Rodrigues; Miguel Ferreira Epifanio; Maria Fernanda de Araújo Silva; Suelen Cristina Lourenço de Barros; Maria Joanellys dos Santos Lima; Pedro José Rolim Neto; Maria José Cristiane Lima e Silva; Rosali Maria Ferreira da Silva
Coletânea: Pesquisas em Temas de Ciências da Saúde
DOI: 10.46898/rfb.msgqhdqvjizu
Resumo
As formulações líquidas são amplamente utilizadas em populações pediátricas, geriátricas e com disfagia, porém enfrentam um grave gargalo sensorial: o sabor amargo intenso, especialmente em fitoterápicos, que compromete a adesão ao tratamento. Estratégias convencionais com edulcorantes mostram-se insuficientes e ainda trazem riscos à saúde bucal. Este capítulo apresenta a coacervação complexa como uma tecnologia inovadora para o mascaramento de sabor e estabilização química de suspensões orais fitoterápicas. A metodologia baseia-se na atração eletrostática entre biopolímeros de cargas opostas (como gelatina e goma arábica), formando uma barreira física que encapsula os metabólitos amargos, isolando-os dos receptores gustativos e do meio aquoso. Os resultados discutidos demonstram que esse escudo macromolecular não apenas reduz a percepção amarga, mas também protege os compostos bioativos contra oxidação, hidrólise e degradação enzimática, permitindo liberação controlada no trato gastrointestinal. Por fim, são abordados os desafios para a transposição industrial, destacando a necessidade de cooperação entre universidade e indústria para viabilizar essa tecnologia em larga escala.
Palavras-chave: Fitoterápicos, Coacervação complexa, Mascaramento de sabor.