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PRÁTICAS CORPORAIS EM AMBIENTES CLUBÍSTICOS: O CLUBE CURITIBANO (1881–1914)

Autoria: Leonardo do Couto Gomes, Leticia Cristina Lima Moraes

ISBN: 978-65-5337-097-5

DOI: 10.46898/rfb.450c64abd94c

Resumo

O estudo analisou como ocorreu o processo de consolidação das práticas corporais no Clube Curitibano entre 1881 e 1914. A pesquisa utilizou metodologia historiográfica e duas fontes principais: jornais e revistas do período, além de atas e estatutos do próprio clube. O Clube Curitibano foi criado por homens luso-brasileiros ligados à elite econômica, política e intelectual do Paraná, que buscavam um espaço recreativo distinto dos clubes de imigrantes. A literatura teve papel central na formação da associação e expressava o ideal de modernidade presente em Curitiba no período. Com o tempo, o clube ampliou suas estruturas, criou uma revista própria e passou a incorporar práticas relacionadas à cultura física. Os bailes dançantes foram as primeiras manifestações desse movimento, seguidos pelos torneios de bilhar, que valorizavam gestos controlados e habilidades físicas. Em seguida, a introdução da esgrima e das atividades gímnicas reforçou a valorização do corpo e contou com professores especializados. Ao final do período estudado, observou-se a valorização crescente das práticas esportivas, culminando na adoção do tênis como primeira modalidade oficial. As evidências indicam que o Clube Curitibano acompanhou os ideais urbanos de modernidade e passou a promover o aperfeiçoamento físico e moral de seus associados por meio da cultura física.

Palavras-chave: PRÁTICAS CORPORAIS, AMBIENTES CLUBÍSTICOS, CLUBE CURITIBANO (1881–1914)