Brucella: do agente ao diagnóstico sorológico em elefantes-marinhos-do-sul (Mirounga leonina)
Autoria: Rosiane Borba de Aguiar; Albino Magalhães Neto
ISBN: 978-65-5337-302-0
DOI: 10.46898/rfb.mrsjgk27eqjg
Resumo
O reconhecimento da importância da fauna silvestre, seus valores econômico, nutricional, ecológico e sócio-cultural para a humanidade, é algo recente. Paralelamente a essa valorização do patrimônio faunístico, uma crescente preocupação com a saúde desses animais vem se manifestando. Muitas são as doenças infecciosas existentes nas populações silvestres, sendo a maioria provavelmente desconhecida, e muitos também são os fatores que equilibram ou desequilibram a relação entre esses organismos nocivos e seus hospedeiros silvestres, bem como a relação de ambos com os seres humanos. O gênero Brucella é mundialmente conhecido como o agente etiológico da Brucelose, infecção zoonótica que afeta muitas espécies de animais domésticos, silvestres e o homem. Recentemente componentes de Brucella spp. foram isolados em amostras de tecidos de indivíduos da família Phocidae (que incluem os elefantes-marinhos). Neste trabalho foi conduzida uma pesquisa em 39 amostras de soros de elefantes-marinhos, da Ilha do Elefante (Antártica), com o intuito de verificar a existência de anticorpos anti-Brucella na população. Para isso, utilizou-se a técnica de Imunodifusão Dupla em Gel de Agarose, com antígenos e soros controle padronizados. Ao final das análises, encontrou-se reação positiva, para anticorpos anti-Brucella suis, em 2,5% das amostras analisadas, mas não foram encontrados anticorpos contra as demais espécies de Brucella (B. abortus e Brucella canis). Os resultados desse trabalho confirmaram as suspeitas da existência de anticorpos anti-Brucella entre os indivíduos da população de elefantes-marinhos Antárticos.
Palavras-chave: Brucelose, Mirounga leonina, Zoonose.