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CONTAR EM LIBRAS PARA REEXISTIR: INTERCULTURALIDADE, DECOLONIZAÇÃO E ALFABETIZAÇÃO BILÍNGUE NA EDUCAÇÃO DE SURDOS

Autoria: LIDIANE SACRAMENTO SOARES

Coletânea: Pesquisas em Temas de Linguística, Letras e Artes

DOI: 10.46898/rfb.mogj8t8lid7u

Resumo

Este artigo discute a contação de histórias em Libras como prática pedagógica fundamental para promover a alfabetização e o desenvolvimento das habilidades bilíngues de estudantes surdos. O texto estabelece conexões com os debates sobre interculturalidade e decolonização abordados na disciplina Educação e Políticas Culturais do Programa de Pós-Graduação em Crítica Cultural. Parte-se da compreensão de que colocar a Libras no centro do processo educativo não é apenas uma escolha metodológica, mas uma decisão política diante de uma história que desvalorizou as línguas de sinais e os saberes da comunidade surda. O artigo dialoga com Paulo Freire, bell hooks, Nelson Maldonado-Torres, Nilma Lino Gomes, Gladis Perlin e Rosana Prado, articulando tais contribuições à proposta da tese de doutorado que investiga a contação de histórias em Libras como estratégia de fortalecimento linguístico e identitário em uma escola pública. Defende-se que narrar em Libras é um ato de afirmação cultural que contribui para superar modelos de inclusão que exigem que o estudante surdo se adapte ao padrão ouvinte dominante.

Palavras-chave: Libras, Contação de histórias, Educação bilíngue, Interculturalidade, Decolonização.