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INFECÇÕES CONGÊNITAS DO GRUPO TORCH E SAÚDE AUDITIVA NEONATAL: UMA REVISÃO NARRATIVA SOBRE FISIOPATOLOGIA, TRIAGEM E VIGILÂNCIA LONGITUDINAL

Autoria: MILTON SOARES PACHECO; Wagner dos Santos Mariano; Marcio Miranda Brito

Coletânea: Pesquisas em Temas de Ciências da Saúde

DOI: 10.46898/rfb.mq5yfyrnnh1g

Resumo

As infecções congênitas do grupo TORCH (toxoplasmose, outras, rubéola, citomegalovírus e herpes), além da sífilis e do HIV, figuram entre os principais indicadores de risco para a deficiência auditiva no período neonatal. Esta revisão narrativa teve por objetivo sintetizar a literatura sobre os mecanismos fisiopatológicos pelos quais esses agentes comprometem o sistema auditivo, os métodos de triagem auditiva neonatal e a necessidade de vigilância audiológica longitudinal. A formação do sistema auditivo concentra-se entre o primeiro e o segundo trimestres gestacionais, tornando-o sensível a insultos intrauterinos. Cada agente possui mecanismos distintos de lesão coclear e retrococlear, e parcela importante das perdas auditivas associadas a essas infecções apresenta caráter progressivo ou de instalação tardia. As emissões otoacústicas transientes (EOAT) e o potencial evocado auditivo de tronco encefálico automático (PEATE-A) são complementares: as primeiras avaliam a mecânica coclear, e o segundo, a via neural até o tronco encefálico, sendo indicado para neonatos de risco. Conclui-se que, para essa população, o resultado “passa” na triagem inicial não exclui a deficiência auditiva, sendo imprescindível um modelo de vigilância contínua integrado entre maternidade e atenção primária.

Palavras-chave: Infecções Congênitas, Triagem Neonatal, Perda Auditiva Neurossensorial, Citomegalovírus, Sífilis Congênita.